As flores de Maio estão abrindo – Emily Brontë

 

 

As flores de Maio estão abrindo,

E as folhas nascem livres;

Há abelhas em cada flor,

E pássaros em cada árvore.

 

O sol está prazerosamente brilhante,

O rio corre alegremente;

E sozinha eu estou definhando,

E tudo é escuro para mim.

 

Oh, frio, frio está o meu coração!

Ele não poderá erguer-se;

Ele não sente simpatia

Para com aqueles céus refulgentes.

 

Morta, morta está minha alegria,

Eu a muito tempo espero descansar,

Eu desejo que a terra úmida cubra

Este peito desolado.

 

Se eu estiver quieta e sozinha

Isso não pode ser tão sombrio,

Quando toda esperança se foi

Ao menos não preciso temer.

 

Mas os olhos contentes ao redor de mim

Devem choram como os meus fizeram,

E eu devo ver a tristeza final

Obscurecer seu sol da manhã.

 

Se o céu derramasse sobre mim,

Essa tempestade de cuidados,

Então seus corações afeiçoados estariam livres,

E eu ficaria contente em sofrer.

 

Ai de mim! como o raio seca

A jovem e a velha árvore,

Ambas elas e eu deveremos morrer

Pelo fato de que não podemos escapar.

 

                 The Complete Poems, Emily Brontë

                                    pág 298

 

May flowers are opening,

And leaves unfolding free;

They are bees in every blossom;

and birds on every tree.

 

The sun is gladly shining,

The stream sings merrily;

And lonely I am pining,

And all is dark to me.

 

O cold, cold is my heart!

It will not, cannot rise;

It feels no sympathy

With those refulgent skies.

 

Dead, dead is my joy,

I long to be at rest,

I wish the damp earth covered

This desolate breast.

 

If I were quite alone,

It might not be so drear,

When all hope was gone

At least I could not fear.

 

But the glad eyes around me

Must weep as mine have done,

And I must see the final gloom

Eclipse their morning sun.

 

If heaven would rain on me

That future storm of care,

So their fond hearts were free,

I’d be content to bear.

 

Alas! as lightning withers

The young and aged tree,

Both they and I shall fall beneath

The fate we cannot flee.

 

 

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  • Portrait atribuído a Charlotte Brontë 1850 - National Portrait Gallery, Londres
  • Haworth Parsonage

    Escadas para o primeiro andar

  • Poemas

  • Os poemas de Emily Jane Brontë são obras apaixonadas e poderosas que transmitem a vitalidade do espírito humano e do mundo natural. Apenas 21 de seus poemas foram publicados durante sua vida - este volume contém esses e todos os outros atribuídos a ela. Muitos poemas descrevem o país mítico de Gondal e seus cidadãos de que ela imaginava com Anne, o unico registro sobrevivente de sua criação conjunta. Outros trabalhos visionários, incluindo "Remembrance" e "No coward soul is mine", corajosamente enfrentou a mortalidade e antecipou a vida após a morte. E poemas como "Redbreast early in the morning" e "The blue bell is the sweetest flower" evocam as belezas selvagens da natureza que ela observou nas charnecas de Yorkshire, ao mesmo tempo, examina o estado de sua psique. http://www.penguinclassics.co.uk
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  • Órfã Jane Eyre cresceu na casa de sua tia sem coração, onde ela permaneceu solitária e conheceu a crueldade da tia e primos. Foi mandada para uma escola de caridade em um severo regime. Este infância conturbada reforça a força natural do espírito de Jane - que se revelem necessárias, quando ela encontra uma posição como governanta em Thornfield Hall. Mas quando ela encontra o amor com seu empregador sardônico, Rochester, a descoberta de seu segredo terrível a leva a fazer uma escolha. Ela deveria ficar com ele e viver com as consequências, ou seguir suas convicções, mesmo que isso signifique deixar o homem que ela ama. http://www.penguinclassics.co.uk
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