Para…

 

 

Eu não vou lamentar por ti, querido,

Embora tua vida tenha sido arrancada.

Conta-se que o sol da manhã

Aparece com um raio ofuscante

E derrama um feixe de luz brilhante e ardente

Através do mar refulgente,

E antes do meio-dia o brilho alegre desaparece

Envolto em nuvens e chuva.

 

E se tua vida mostrou-se transitória,

Ela foi cheia de brilho,

Porque tu foste confiante e querido;

Teu espírito não conheceu desânimo.

 

Se poucas e breves foram as alegrias da vida

Que tu pudeste conhecer na terra,

Pouco tu conheceste de pecado e luta

Nem muito de sofrimento e tristeza.

 

Se vãs tuas esperanças terrenas provaram-se,

Tu não podes lamentar a fuga delas;

Tuas mais brilhantes esperanças foram firmadas acima

E não conhecerão ruína.

 

Eu ainda não posso controlar meus suspiros,

Tu eras tão jovem e belo,

Mais brilhante que o céu de uma manhã de verão,

Mas a morte inflexível não iria te poupar;

 

Ele não iria passar pela sua querida

Nem se permitiria uma hora de atraso,

Mas brutalmente fechou seus brilhantes olhos

E apagou seu sorriso distante.

 

Aquele sorriso de anjo que ultimamente tanto

Podia alegrar meu coração apaixonado;

Silenciado está o seu som

E a música da tua voz.

 

Eu não mais chorarei tua morte prematura,

Mas oh! Eu ainda deverei lamentar

Os prazeres enterrados em tua sepultura

Porque eles não voltarão.

Anne Brontë

                                                 

Retrato de William Weightman, feito por Charlotte em fevereiro de 1840

Nota: No final de agosto de 1842, William Weightman caiu doente com cólera e morreu em 6 de setembro. A notícia teria causado um grande choque em Anne, que estava trabalhando em Thorp Green. Há pouca dúvida de que nesse poema, Anne declara seu amor à Weightman, alguns versos sugerem que eles estariam bem próximos. Isto poderia ter acontecido durante os feriados do Natal anterior, quando Charlotte teria visto William Weightman suspirando baixinho quando sentou-se em frente à Anne na igreja, tentando captar sua atenção.

Parece certo também que Edward Weston, o herói de Agnes Grey, foi inspirado em parte por William Weigtmhan.

Fonte: mick-armitage.staff.shef.ac.uk/anne/poems

link: p-to—-.html

Anne Brontë

 

           

To…

 

Iwill not mourn thee, lovely one,

Though thou art torn away.

‘Tis said that if the morning sun

Arise shed a bright and burning beam

Atwart the glittering main,

‘Ere noon shall fade the laughing gleam

Engulfed in clouds and rain.

 

And if thy life as transient proved,

It hath been full as bright,

For thou wert hopeful and beloved;

Thy spirit knew no blight.

 

If few and short the joys of life

That thou on earth couldst know,

Little thou knew’st of sin and strife

Nor much of pain and woe.

 

If vain thy earthly hopes did prove,

thou canst not mourn their flight;

thy brightest hopes were fixed above

And they shall know no blight.

 

And yet I cannot check my sighs,

Thou wert so young and fair,

More bright than summer morming skies,

But stern death would not spare;

 

He would not pass our darling by

Nor grant one hour’delay,

But rudely closed his shining eyes

And frowned his smile away,

 

That angel smile that late so much

Could my fond heart rejoice;

And he has silenced by his touch

The music of thy voice.

 

I’ll not weep more thine early doom,

But O! I still must mourn

The pleasures buried in thy tomb

For they willnot return.

 

 

Eu dedico esse poema à Maria Oliveira, a idealizadora desse blog.

Dandara Machado

 

 

 

 

 

 

 

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1 comentário

  1. Maria Oliveira

     /  dezembro 20, 2011

    Obrigada amiga!

    Responder

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  • Portrait atribuído a Charlotte Brontë 1850 - National Portrait Gallery, Londres
  • Haworth Parsonage

    Escadas para o primeiro andar

  • Poemas

  • Os poemas de Emily Jane Brontë são obras apaixonadas e poderosas que transmitem a vitalidade do espírito humano e do mundo natural. Apenas 21 de seus poemas foram publicados durante sua vida - este volume contém esses e todos os outros atribuídos a ela. Muitos poemas descrevem o país mítico de Gondal e seus cidadãos de que ela imaginava com Anne, o unico registro sobrevivente de sua criação conjunta. Outros trabalhos visionários, incluindo "Remembrance" e "No coward soul is mine", corajosamente enfrentou a mortalidade e antecipou a vida após a morte. E poemas como "Redbreast early in the morning" e "The blue bell is the sweetest flower" evocam as belezas selvagens da natureza que ela observou nas charnecas de Yorkshire, ao mesmo tempo, examina o estado de sua psique. http://www.penguinclassics.co.uk
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  • Quando sua família se torna empobrecida depois de uma especulação financeira desastrosa, Agnes Grey determina-se a encontrar trabalho como governanta, a fim de contribuir para o seu magro rendimento e afirmar a sua independência. Mas o entusiasmo de Agnes é rapidamente extinto, enquanto ela enfrenta as primeiras lutas com as crianças incontroláveis Bloomfield e depois com o desprezo doloroso da altiva família Murray; ela só recebe bondade do Sr. Weston, o cura joven. Baseando-se em sua própria experiência, o primeiro romance de Anne Brontë oferece uma perspectiva atraente sobre a posição desesperada das solteiras, mulheres educadas para se tornarem governantas, por ser a única carreira respeitável para moças pobres na sociedade vitoriana. http://www.penguinclassics.co.uk
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  • "Eu já não amo meu marido - eu o odeio! As palavras para mim, no rosto, são como uma confissão de culpa” Gilbert Markham está profundamente intrigado por Helen Graham, uma jovem mulher bonita e misteriosa que se mudou para perto Wildfell Hall com seu jovem filho. Ele é rápido para oferecer a Helen sua amizade, mas quando seu comportamento recluso passa a ser o assunto de fofocas locais e especulação, Gilbert começa a se perguntar se deveria confiar nela. É somente quando ela permite Gilbert ler seu diário que a verdade é revelada e os detalhes chocantes do casamento desastroso que ela deixou para trás emergem. O Inquilino de Wildfell Hall é um retrato poderoso de luta de uma mulher para sua independência e liberdade criativa.
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  • Órfã Jane Eyre cresceu na casa de sua tia sem coração, onde ela permaneceu solitária e conheceu a crueldade da tia e primos. Foi mandada para uma escola de caridade em um severo regime. Este infância conturbada reforça a força natural do espírito de Jane - que se revelem necessárias, quando ela encontra uma posição como governanta em Thornfield Hall. Mas quando ela encontra o amor com seu empregador sardônico, Rochester, a descoberta de seu segredo terrível a leva a fazer uma escolha. Ela deveria ficar com ele e viver com as consequências, ou seguir suas convicções, mesmo que isso signifique deixar o homem que ela ama. http://www.penguinclassics.co.uk
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