A Separação II, Anne Brontë

A senhora da casa de Alzerno

Está esperando por seu senhor,

O canto do melro, o chamado do cuco,

Nenhuma alegria é permitida à ela.

Ela não sorri para o sol de verão, nem para o vento do inverno;

Ela lamenta que ainda esteja sozinha

Apesar de que três longos anos se passaram.

 

 

Eu a conheci quando seus olhos eram brilhantes,

Eu a conheci quando seu passo era leve

E alegre como uma corça da montanha,

E quando sua face era como a rosa,

E quando sua voz era cheia e livre

E quando seu sorriso era doce de ver.

 

 

Mas agora o brilho dos seus olhos

É apagado com mais uma lágrima;

A elasticidade do seu passo

É domada com tristeza e medo.

o rosa deixou suas bochechas vazias;

Em tom baixo e triste ela fala,

E quando ela sorri, é como um raio

De luz do sol em um dia de inverno

Que fracamente passa pelas nuvens tristes,

E em um momento morre distante.

Não há calor, não há ânimo,

Isso nos faz suspirar por dias de verão

Quando os campos são verdes e os céus são claros,

E quando os raios de sol são agradáveis.

 

 

Por três anos ela esperou lá,

Ainda esperando pelo retorno de seu senhor;

Mas em vão ela pode esperar e temer,

E em vão vigiar e chorar e lamentar.

Ela pode esperá-lo até que seus cabelos fiquem cinza,

E ela pode desgastar-se,

Mas para sua senhora e sua casa

Seu nobre senhor nunca virá.

 

 

“Eu desejo saber o pior”, ela disse,

“Eu desejo deseperar-me:

Estas esperanças inúteis, esse constante temor,

São mais do que posso suportar.”

 

 

“Então não espere e não chore:

Ele te amou verdadeiramente,

E nada menos do que a morte poderia separar

Tão verdadeiro coração de ti

Eliza, ele não iria

E te deixaria assim à lamentar;

Ele deve estar morto, pois a morte somente

poderia impedir seu retorno.”

 

 

“Assim eu falei, porque me senti

Como se meu coração fosse quebrar

Ao vê-la assim tão lentamente definhando

Por causa de Alzerno.

Mas mais do que isso eu não diria

Embora o tempo todo eu conhecesse tão bem

A hora e a natureza de sua morte;

Pois quando ele deu o último suspiro

Sua cabeça estava apoiada sobre meus joelhos,

E seus olhos escuros estavam voltados para mim

Com um olhar agoniado de cortar o coração

Até que não me enxergaram mais.

Oh! O olhar de um homem moribundo

Nunca pode ser esquecido!-”

The PartingII

The lady of the Albyerno’s hall

Is waiting for her lord;

The blackbird’s song, the cuckoo’s call,

No joy to her afford.

She smiles not at the summer’s sun,

Nor at the winter’s blast;

She mourns that she is still alone

Though three long years have passed.

 

 

I knew her when her eye was bright,

I knew her when her step was light

And blithesome as a mountain doe’s,

And when her cheek was like the rose,

And when her voice was full and free,

And when her smile was sweet to see.

 

 

But now the lustre of her eye

Is dimmed with many a tear;

Her footstep’s elasticity

Is timed with grief and fear.

The rose has left her hollow cheeks;

In low and mournful tone she speaks,

And when she smiles, ‘tis but a gleam

Of sunshine on a winter’s day

That faintly beams through dreary clouds,

And in a moment dies away.

It does not warm, it does not cheer,

It makes us sigh for summer days

When fields are green and skies are clear,

And when the sun has kinder rays.

 

 

For three years she has waited there,

Still hoping for her lord’s return;

But vainly she may hope and fear,

And vainly watch and weep and mourn.

She may wait him till her hairs are grey,

And she may wear her life away,

But to his lady and his home

Her noble lord will never come.

 

 

“I wish I knew the worst,” she said,

“I wish I could despair:

These fruitless hopes, this constant dread,

Are more than I can bear.”

 

 

“Then do not hope, and do not weep:

He loved thee faithfully,

And nothing short of death could keep

So true a heart from thee

Eliza, he would never go

And leave thee thus to mourn;

He must be dead, for death alone

Could hinder his return.”

 

 

“Twas thus I spoke, because I felt

As if my heart would break

To see her thus so slowly pine

For albyerno’s sake.

But more than that I would not tell

Though all the while I knew so well

The time and nature of his death;

For when he drew his parting breath

His head was pillowed on my knee,

And his dark eyes were turned to me

With an agonised heart-breaking glance

Until they saw me not.

Oh! the look of that dying man

Can never be forgot!-”

Tradução: Dandara Machado e Maria Oliveira

 

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  • Portrait atribuído a Charlotte Brontë 1850 - National Portrait Gallery, Londres
  • Haworth Parsonage

    Escadas para o primeiro andar

  • Poemas

  • Os poemas de Emily Jane Brontë são obras apaixonadas e poderosas que transmitem a vitalidade do espírito humano e do mundo natural. Apenas 21 de seus poemas foram publicados durante sua vida - este volume contém esses e todos os outros atribuídos a ela. Muitos poemas descrevem o país mítico de Gondal e seus cidadãos de que ela imaginava com Anne, o unico registro sobrevivente de sua criação conjunta. Outros trabalhos visionários, incluindo "Remembrance" e "No coward soul is mine", corajosamente enfrentou a mortalidade e antecipou a vida após a morte. E poemas como "Redbreast early in the morning" e "The blue bell is the sweetest flower" evocam as belezas selvagens da natureza que ela observou nas charnecas de Yorkshire, ao mesmo tempo, examina o estado de sua psique. http://www.penguinclassics.co.uk
  • Wuthering Heights

  • Em uma casa assombrada por memórias, o passado está em toda parte ... Quando a escuridão cai, um homem preso em uma tempestade de neve é forçado a abrigar-se na casa do estranho e sombrio morro dos ventos uivantes. É um lugar que ele nunca vai esquecer. Lá, ele irá conhecer a história de Cathy: como ela foi forçada a escolher entre seu marido bem intencionado e o homem perigoso que ela tinha amado desde que era jovem. Como sua escolha levou a traição e uma vingança terrível - e continua a atormentar aqueles no presente. Como o amor pode transgredir convenções autoridade, até mesmo a morte. E como o desejo pode matar. http://www.penguinclassics.co.uk
  • Agnes Grey

  • Quando sua família se torna empobrecida depois de uma especulação financeira desastrosa, Agnes Grey determina-se a encontrar trabalho como governanta, a fim de contribuir para o seu magro rendimento e afirmar a sua independência. Mas o entusiasmo de Agnes é rapidamente extinto, enquanto ela enfrenta as primeiras lutas com as crianças incontroláveis Bloomfield e depois com o desprezo doloroso da altiva família Murray; ela só recebe bondade do Sr. Weston, o cura joven. Baseando-se em sua própria experiência, o primeiro romance de Anne Brontë oferece uma perspectiva atraente sobre a posição desesperada das solteiras, mulheres educadas para se tornarem governantas, por ser a única carreira respeitável para moças pobres na sociedade vitoriana. http://www.penguinclassics.co.uk
  • The Tenant of Wildfell Hall

  • "Eu já não amo meu marido - eu o odeio! As palavras para mim, no rosto, são como uma confissão de culpa” Gilbert Markham está profundamente intrigado por Helen Graham, uma jovem mulher bonita e misteriosa que se mudou para perto Wildfell Hall com seu jovem filho. Ele é rápido para oferecer a Helen sua amizade, mas quando seu comportamento recluso passa a ser o assunto de fofocas locais e especulação, Gilbert começa a se perguntar se deveria confiar nela. É somente quando ela permite Gilbert ler seu diário que a verdade é revelada e os detalhes chocantes do casamento desastroso que ela deixou para trás emergem. O Inquilino de Wildfell Hall é um retrato poderoso de luta de uma mulher para sua independência e liberdade criativa.
  • Jane Eyre

  • Órfã Jane Eyre cresceu na casa de sua tia sem coração, onde ela permaneceu solitária e conheceu a crueldade da tia e primos. Foi mandada para uma escola de caridade em um severo regime. Este infância conturbada reforça a força natural do espírito de Jane - que se revelem necessárias, quando ela encontra uma posição como governanta em Thornfield Hall. Mas quando ela encontra o amor com seu empregador sardônico, Rochester, a descoberta de seu segredo terrível a leva a fazer uma escolha. Ela deveria ficar com ele e viver com as consequências, ou seguir suas convicções, mesmo que isso signifique deixar o homem que ela ama. http://www.penguinclassics.co.uk
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