Sozinha eu sentei-me… Emily Brontë

 

Sozinha eu sentei-me; O dia de verão

Tinha morrido em uma luz brilhante ao longe;

Eu o vi morrer, eu o assisti desaparecer

Da escura colina e da clareira silenciosa.

 

E pensamentos passavam em minha alma,

E meu coração rendeu-se à seu poder;

E as lágrimas contidas em meus olhos jorravam

Porque eu não podia expressar o sentimento,

Roubar a alegria solene em torno de mim,

Naquela divina, imperturbável hora.

 

Eu perguntei a mim mesma, Ó por que tem o Céu

Negado à mim o precioso presente,

O glorioso presente a muitos dado,

De exprimir seus pensamentos em poesia?

 

Sonhos rodeiam-me, eu disse,

Da calma e alegre infância,

Visões alimentadas por ardente fantasia

Da aurora da vida.

 

Mas agora, quando eu esperava cantar,

Meus dedos tocam uma corda desafinada;

E contra a aflição da melodia

Eu não luto mais, é tudo em vão.

Alone I sat; the summer day

Had died in smiling light away;

I saw it die, I watched it fade

From the misty hill and breezeless glade.

 

And thoughts in my soul were rushing,

And my heart bowed beneath their power;

And tears within my eyes were gushing

Because I could not speak the feeling,

The solemn joy around me stealing,

In that divine, untroubled hour.

 

I asked myself, O why has Heaven

Denied the precious gift to me,

The glorious gift to many given,

To speak their thoughts in poetry?

 

Dream have encircled me, I said,

From careless childhood’s sunny time;

Visions by ardent fancy fed

Since life was in its morning prime.

 

But now, when I had hoped to sing,

My fingers strike a tuneless string;

And still the burden of the strain

I strive no more ‘tis all in vain.

 

The Complete Poems of Emily Brontë, página 102.

Nota: Talvez o entardecer seja a hora mais perigosa para aqueles que carregam lembranças dolorosas dentro de si… Esse provavelmente era

o caso de Emily.

 

 

 

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2 Comentários

  1. Maria Oliveira

     /  março 27, 2012

    É eu detesto essa hora, é lúgubre, principalmente quando as luzes amarelas se ascendem nas casa. Que tristeza dá. Mas, se você está vendo o entardecer da praia ou no campo, passa a ser lindo. 🙂

    Responder
    • É bonito, e eu acho que é por isso que a gente passa a ter tanta consciência da nossa vida nessa hora, dos nossos atos, do tempo transcorrido, da brevidade das coisas e dos momentos especiais ou tristes que guardamos na memória…

      Responder

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  • Portrait atribuído a Charlotte Brontë 1850 - National Portrait Gallery, Londres
  • Haworth Parsonage

    Escadas para o primeiro andar

  • Poemas

  • Os poemas de Emily Jane Brontë são obras apaixonadas e poderosas que transmitem a vitalidade do espírito humano e do mundo natural. Apenas 21 de seus poemas foram publicados durante sua vida - este volume contém esses e todos os outros atribuídos a ela. Muitos poemas descrevem o país mítico de Gondal e seus cidadãos de que ela imaginava com Anne, o unico registro sobrevivente de sua criação conjunta. Outros trabalhos visionários, incluindo "Remembrance" e "No coward soul is mine", corajosamente enfrentou a mortalidade e antecipou a vida após a morte. E poemas como "Redbreast early in the morning" e "The blue bell is the sweetest flower" evocam as belezas selvagens da natureza que ela observou nas charnecas de Yorkshire, ao mesmo tempo, examina o estado de sua psique. http://www.penguinclassics.co.uk
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  • The Tenant of Wildfell Hall

  • "Eu já não amo meu marido - eu o odeio! As palavras para mim, no rosto, são como uma confissão de culpa” Gilbert Markham está profundamente intrigado por Helen Graham, uma jovem mulher bonita e misteriosa que se mudou para perto Wildfell Hall com seu jovem filho. Ele é rápido para oferecer a Helen sua amizade, mas quando seu comportamento recluso passa a ser o assunto de fofocas locais e especulação, Gilbert começa a se perguntar se deveria confiar nela. É somente quando ela permite Gilbert ler seu diário que a verdade é revelada e os detalhes chocantes do casamento desastroso que ela deixou para trás emergem. O Inquilino de Wildfell Hall é um retrato poderoso de luta de uma mulher para sua independência e liberdade criativa.
  • Jane Eyre

  • Órfã Jane Eyre cresceu na casa de sua tia sem coração, onde ela permaneceu solitária e conheceu a crueldade da tia e primos. Foi mandada para uma escola de caridade em um severo regime. Este infância conturbada reforça a força natural do espírito de Jane - que se revelem necessárias, quando ela encontra uma posição como governanta em Thornfield Hall. Mas quando ela encontra o amor com seu empregador sardônico, Rochester, a descoberta de seu segredo terrível a leva a fazer uma escolha. Ela deveria ficar com ele e viver com as consequências, ou seguir suas convicções, mesmo que isso signifique deixar o homem que ela ama. http://www.penguinclassics.co.uk
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