Linhas escritas em Thorp Green – Anne Brontë

Esse sol de verão, cujo brilho agradável

Agora anima meu espírito tão abatido

Deve frio e distante ficar,

E somente a luz do nosso clima nórdico

Com raios fracos, antes do tempo

Eu desejo tanto ver.

 

E essa suave e sussurrante brisa que agora

Tão gentilmente esfria minha testa febril,

Esta também, ai de mim, deve mudar

Para uma selvagem ventania cujo sopro gelado

Penetra e arrepia-me o coração,

Antes que eu pare de lamentar.

 

E essas flores brilhantes que eu amo tanto,

Verbena, rosa e a doce campânula azul,

Devem cair e morrer lá fora.

Aquelas grossas folhas verdes com todas as suas tonalidades

e sons farfalhantes, devem desaparecer

E todas devem cair.

 

Mas se o ensolarado tempo de verão

E de florestas e campinas em seu vigor

É doce para aqueles que vagueiam

Muito mais doce é o inverno escalvado

Com longas noites escuras e paisagens lúgubres

Para aqueles que estão em Casa!

 

Lines written at Thorp Green

That summer sun, whose genial glow

Now cheers my drooping spirit so

Must cold and distant be,

And only light our northern clime

With feeble ray, before the time

I long so much to see.

 

And this soft whispering breeze that now

So gently cools my fevered brow,

This too, alas, must turn

To a wild blast whose icy dart

Pierces and chills me to the heart,

Before I cease to mourn.

 

And these bright flowers I love so well,

Verbena, rose and sweet bluebell,

Must droop and die away.

Those thick green leaves with all their shade

And rustling music, they must fade

And every one decay.

 

But if the sunny summer time

And woods and meadows in their prime

Are sweet to them roam

Far sweeter is the winter bare

With long dark nights and landscapes drear

To them that are at Home!

 

Tradução: Dandara Machado

Versão em inglês:

www.mick-armitage.staff.sheff.ac.uk/anne/poems/p-lines.html

 

 

 

 

 

 

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2 Comentários

  1. Maria Oliveira

     /  maio 7, 2012

    Amei esse poema! A primeira ilustração é linda. 🙂

    Responder
    • Eu estava na dúvida se já tinha traduzido esse poema ou não e precisei consultar a lista dos posts. O que traduzi antes foi Apelo, que recebeu também o nome de Linhas escritas em Thorp Green originalmente, depois o título foi trocado.
      Obrigada,
      Dandara

      Responder

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  • Portrait atribuído a Charlotte Brontë 1850 - National Portrait Gallery, Londres
  • Haworth Parsonage

    Escadas para o primeiro andar

  • Poemas

  • Os poemas de Emily Jane Brontë são obras apaixonadas e poderosas que transmitem a vitalidade do espírito humano e do mundo natural. Apenas 21 de seus poemas foram publicados durante sua vida - este volume contém esses e todos os outros atribuídos a ela. Muitos poemas descrevem o país mítico de Gondal e seus cidadãos de que ela imaginava com Anne, o unico registro sobrevivente de sua criação conjunta. Outros trabalhos visionários, incluindo "Remembrance" e "No coward soul is mine", corajosamente enfrentou a mortalidade e antecipou a vida após a morte. E poemas como "Redbreast early in the morning" e "The blue bell is the sweetest flower" evocam as belezas selvagens da natureza que ela observou nas charnecas de Yorkshire, ao mesmo tempo, examina o estado de sua psique. http://www.penguinclassics.co.uk
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  • Órfã Jane Eyre cresceu na casa de sua tia sem coração, onde ela permaneceu solitária e conheceu a crueldade da tia e primos. Foi mandada para uma escola de caridade em um severo regime. Este infância conturbada reforça a força natural do espírito de Jane - que se revelem necessárias, quando ela encontra uma posição como governanta em Thornfield Hall. Mas quando ela encontra o amor com seu empregador sardônico, Rochester, a descoberta de seu segredo terrível a leva a fazer uma escolha. Ela deveria ficar com ele e viver com as consequências, ou seguir suas convicções, mesmo que isso signifique deixar o homem que ela ama. http://www.penguinclassics.co.uk
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