Linhas escritas em Thorp Green – Anne Brontë

Esse sol de verão, cujo brilho agradável

Agora anima meu espírito tão abatido

Deve frio e distante ficar,

E somente a luz do nosso clima nórdico

Com raios fracos, antes do tempo

Eu desejo tanto ver.

 

E essa suave e sussurrante brisa que agora

Tão gentilmente esfria minha testa febril,

Esta também, ai de mim, deve mudar

Para uma selvagem ventania cujo sopro gelado

Penetra e arrepia-me o coração,

Antes que eu pare de lamentar.

 

E essas flores brilhantes que eu amo tanto,

Verbena, rosa e a doce campânula azul,

Devem cair e morrer lá fora.

Aquelas grossas folhas verdes com todas as suas tonalidades

e sons farfalhantes, devem desaparecer

E todas devem cair.

 

Mas se o ensolarado tempo de verão

E de florestas e campinas em seu vigor

É doce para aqueles que vagueiam

Muito mais doce é o inverno escalvado

Com longas noites escuras e paisagens lúgubres

Para aqueles que estão em Casa!

 

Lines written at Thorp Green

That summer sun, whose genial glow

Now cheers my drooping spirit so

Must cold and distant be,

And only light our northern clime

With feeble ray, before the time

I long so much to see.

 

And this soft whispering breeze that now

So gently cools my fevered brow,

This too, alas, must turn

To a wild blast whose icy dart

Pierces and chills me to the heart,

Before I cease to mourn.

 

And these bright flowers I love so well,

Verbena, rose and sweet bluebell,

Must droop and die away.

Those thick green leaves with all their shade

And rustling music, they must fade

And every one decay.

 

But if the sunny summer time

And woods and meadows in their prime

Are sweet to them roam

Far sweeter is the winter bare

With long dark nights and landscapes drear

To them that are at Home!

 

Tradução: Dandara Machado

Versão em inglês:

www.mick-armitage.staff.sheff.ac.uk/anne/poems/p-lines.html

 

 

 

 

 

 

Anúncios

Jane Eyre página 229

” Pensa que, porque sou pobre, obscura, sem atrativos e pequena, não tenha alma nem coração? Está pensando errado! Tenho alma tanto quanto o senhor… e um coração tão pleno quanto o seu! E se Deus me houvesse dotado de alguma beleza e muita riqueza, eu tornaria tão duro para o senhor deixar-me quanto é para mim deixá-lo…”

Jane Eyre, Charlotte Brontë

Editora Francisco Alves, 1983.

 

Alegria e Lamento – Anne Brontë

” Oh, jogue fora sua tristeza;

Seja alegre, pelo menos por um tempo!

Se a dor deve vir amanhã,

Pelo menos, seja feliz hoje!

 

Como você pode ainda estar suspirando

Quando há sorrisos por toda a parte?

Os pequenos pássaros estão voando

Tão alegremente pelo ar;

 

A luz do sol brilha tão intensamente

Sobre toda a terra florescida;

E cada coração bate levemente,

Cada rosto está cheio de alegria.”

 

“Eu sinto sempre a mais profunda tristeza

Quando o dia brilha mais intensamente:

Quando a Natureza apresenta a mais bela flor,

Meu espírito se angustia mais;

 

Pois, no mais brilhante fulgor do meio-dia,

A luz da masmorra é fraca;

Embora os ventos mais frescos soprem em torno de nós,

Nenhum sopro pode visitá-lo.

 

Se ele deve sentar-se na penumbra do crepúsculo,

Posso eu apreciar a vista

Das montanhas cobertas de flores roxas,

E das rochas na brilhante luz do sol?

 

Meu coração pode bem estar desolado,

Estas lágrimas podem bem surgirem

Enquanto o muro da prisão e a grade de ferro

Oprimirem seus olhos cansados.”

 

“Mas pense nele amanhã

E alegre-se com seus companheiros agora;

A constante nuvem de tristeza

Fere um rosto tão jovem.

 

Ouça como suas vozes alegres

Estão soando longe e perto!

Enquanto todo mundo se alegra

Você pode sentar-se aqui deprimida?”

 

“Quando os corações dos outros estão suavemente unidos

Meus sentimentos estão mais oprimidos;

Enquanto rostos sorridentes me cumprimentarem ao redor

Minha dor não passará:

 

Eu penso naquele cujo mais tênue sorriso

Era luz para o meu coração,

Cuja palavra mais breve podia divertir

E transmitir felizes pensamentos.

 

Eu penso em como ele iria bendizer esse sol,

E amar essa cena gloriosa;

Eu penso em tudo o que foi feito,

E em tudo o que poderia ter sido.

 

Aqueles brilhantes olhos, que tanto me alegraram,

Estão turvos de lágrimas agora;

E as esperanças arruinadas e as intensas angústias

Tem maltratado aquele rosto indiferente.”

 

“Quanto desperdício de juventude, quantas esperanças destruídas,

Quantos dias de aflição,

Quantas exaustivas noites sem consolo

E tu estás condenada a sofrer!”

 

Oh, se meu amor deve sofrer tanto

E unicamente por minha causa

que bom se minhas lágrimas pudessem fluir,

Ou meu coração pudesse se partir!

 

Mirth and Mourning

 

“O cast away your sorrow;

A while, at least, be gay!

If grief must come tomorrow,

At least, be glad today!

 

How can you still be sighing

When smiles are everywhere?

The little birds are flying

So blithely through the air;

 

The sunshine glows so brightly

O’er all the blooming earth;

And every heart beats lightly,

Each face is full of mirth.”

 

“I always feel the deepest gloom

When day most brightly shines:

When Nature shows the fairest bloom,

My spirit most repines;

 

For, in the brightest noontide glow,

The dungeon’s lights dim;

Though freshest winds around us blow,

No breath can visit him.

 

If he must sit in twilight gloom,

Can I enjoy the sight

Of mountains clad in purple bloom,

And rocks in sunshine bright?

 

My heart may well be desolate,

These tears may well arise

While prison wall and iron grate

Opress his weary eyes.”

 

“But think of him tomorrow,

And join your comrades now;

That constant cloud of sorrow

Ill suits so young a brow.

 

Hark, how their merry voices

Are sounding far and near!

While all the world rejoices

Can you sit moping here?”

 

“When others’ hearts most lightly bound

Mine feels the most opressed;

When smiling faces greet me round

My sorrow will not rest:

 

I think of him whose faintest smile

Was sunshine to my heart,

Whose lightest word could care beguile

And blissful thoughts impart;

 

I think how he would bless that sun,

And love this glorious scene;

I think of all that has been done,

And all that might have been.

 

Those sparkling eyes, that blessed me so,

Are dim with weeping now;

and blighted hope and burning woe

Have ploughed that marble brow.”

 

” What waste of youth, what hopes destroyed,

What days of pining care,

What weary nights of comfort void

Art thou condemned to bear!”

 

“O! if my love must suffer so

and wholly for my sake

What marvel that my tears should flow,

Or my heart should break!”

 

 

 

 

 

 

Sozinha eu sentei-me… Emily Brontë

 

Sozinha eu sentei-me; O dia de verão

Tinha morrido em uma luz brilhante ao longe;

Eu o vi morrer, eu o assisti desaparecer

Da escura colina e da clareira silenciosa.

 

E pensamentos passavam em minha alma,

E meu coração rendeu-se à seu poder;

E as lágrimas contidas em meus olhos jorravam

Porque eu não podia expressar o sentimento,

Roubar a alegria solene em torno de mim,

Naquela divina, imperturbável hora.

 

Eu perguntei a mim mesma, Ó por que tem o Céu

Negado à mim o precioso presente,

O glorioso presente a muitos dado,

De exprimir seus pensamentos em poesia?

 

Sonhos rodeiam-me, eu disse,

Da calma e alegre infância,

Visões alimentadas por ardente fantasia

Da aurora da vida.

 

Mas agora, quando eu esperava cantar,

Meus dedos tocam uma corda desafinada;

E contra a aflição da melodia

Eu não luto mais, é tudo em vão.

Alone I sat; the summer day

Had died in smiling light away;

I saw it die, I watched it fade

From the misty hill and breezeless glade.

 

And thoughts in my soul were rushing,

And my heart bowed beneath their power;

And tears within my eyes were gushing

Because I could not speak the feeling,

The solemn joy around me stealing,

In that divine, untroubled hour.

 

I asked myself, O why has Heaven

Denied the precious gift to me,

The glorious gift to many given,

To speak their thoughts in poetry?

 

Dream have encircled me, I said,

From careless childhood’s sunny time;

Visions by ardent fancy fed

Since life was in its morning prime.

 

But now, when I had hoped to sing,

My fingers strike a tuneless string;

And still the burden of the strain

I strive no more ‘tis all in vain.

 

The Complete Poems of Emily Brontë, página 102.

Nota: Talvez o entardecer seja a hora mais perigosa para aqueles que carregam lembranças dolorosas dentro de si… Esse provavelmente era

o caso de Emily.

 

 

 

Fragmento – Anne Brontë

Sim, eu vou adotar um tom alegre

E fingir compartilhar sua alegria desapiedada,

Mas eu prefiro chorar sozinha

Do que rir em meio à sua folia.

 

Yes I will take a cheerful tone

And feign to share their heartless glee,

But I would rather weep alone

Than laugh amid their revelry.

 

Fragment foi escrito quando Anne trabalhava como preceptora para a

família Robinson. Alguns poemas dela servem como uma espécie de diário,

onde durante a solitária vida de preceptora, registra seus sentimentos e sensações.

  • Portrait atribuído a Charlotte Brontë 1850 - National Portrait Gallery, Londres
  • Haworth Parsonage

    Escadas para o primeiro andar

  • Poemas

  • Os poemas de Emily Jane Brontë são obras apaixonadas e poderosas que transmitem a vitalidade do espírito humano e do mundo natural. Apenas 21 de seus poemas foram publicados durante sua vida - este volume contém esses e todos os outros atribuídos a ela. Muitos poemas descrevem o país mítico de Gondal e seus cidadãos de que ela imaginava com Anne, o unico registro sobrevivente de sua criação conjunta. Outros trabalhos visionários, incluindo "Remembrance" e "No coward soul is mine", corajosamente enfrentou a mortalidade e antecipou a vida após a morte. E poemas como "Redbreast early in the morning" e "The blue bell is the sweetest flower" evocam as belezas selvagens da natureza que ela observou nas charnecas de Yorkshire, ao mesmo tempo, examina o estado de sua psique. http://www.penguinclassics.co.uk
  • Wuthering Heights

  • Em uma casa assombrada por memórias, o passado está em toda parte ... Quando a escuridão cai, um homem preso em uma tempestade de neve é forçado a abrigar-se na casa do estranho e sombrio morro dos ventos uivantes. É um lugar que ele nunca vai esquecer. Lá, ele irá conhecer a história de Cathy: como ela foi forçada a escolher entre seu marido bem intencionado e o homem perigoso que ela tinha amado desde que era jovem. Como sua escolha levou a traição e uma vingança terrível - e continua a atormentar aqueles no presente. Como o amor pode transgredir convenções autoridade, até mesmo a morte. E como o desejo pode matar. http://www.penguinclassics.co.uk
  • Agnes Grey

  • Quando sua família se torna empobrecida depois de uma especulação financeira desastrosa, Agnes Grey determina-se a encontrar trabalho como governanta, a fim de contribuir para o seu magro rendimento e afirmar a sua independência. Mas o entusiasmo de Agnes é rapidamente extinto, enquanto ela enfrenta as primeiras lutas com as crianças incontroláveis Bloomfield e depois com o desprezo doloroso da altiva família Murray; ela só recebe bondade do Sr. Weston, o cura joven. Baseando-se em sua própria experiência, o primeiro romance de Anne Brontë oferece uma perspectiva atraente sobre a posição desesperada das solteiras, mulheres educadas para se tornarem governantas, por ser a única carreira respeitável para moças pobres na sociedade vitoriana. http://www.penguinclassics.co.uk
  • The Tenant of Wildfell Hall

  • "Eu já não amo meu marido - eu o odeio! As palavras para mim, no rosto, são como uma confissão de culpa” Gilbert Markham está profundamente intrigado por Helen Graham, uma jovem mulher bonita e misteriosa que se mudou para perto Wildfell Hall com seu jovem filho. Ele é rápido para oferecer a Helen sua amizade, mas quando seu comportamento recluso passa a ser o assunto de fofocas locais e especulação, Gilbert começa a se perguntar se deveria confiar nela. É somente quando ela permite Gilbert ler seu diário que a verdade é revelada e os detalhes chocantes do casamento desastroso que ela deixou para trás emergem. O Inquilino de Wildfell Hall é um retrato poderoso de luta de uma mulher para sua independência e liberdade criativa.
  • Jane Eyre

  • Órfã Jane Eyre cresceu na casa de sua tia sem coração, onde ela permaneceu solitária e conheceu a crueldade da tia e primos. Foi mandada para uma escola de caridade em um severo regime. Este infância conturbada reforça a força natural do espírito de Jane - que se revelem necessárias, quando ela encontra uma posição como governanta em Thornfield Hall. Mas quando ela encontra o amor com seu empregador sardônico, Rochester, a descoberta de seu segredo terrível a leva a fazer uma escolha. Ela deveria ficar com ele e viver com as consequências, ou seguir suas convicções, mesmo que isso signifique deixar o homem que ela ama. http://www.penguinclassics.co.uk
  • Tópicos recentes

  • Arquivos

  • Categorias

  • Meta

  • Blog Stats

    • 6,266 hits